sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Recordações

As cores, verde...  Amarelo... Avermelhado.

Os cheiros... Doce... Maduro... Passado.

Os sabores.

Tão pequeno, tão poderoso.

A valor das lembranças. No mar, há muitas; na terra, infinitas.




quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

P.P.F

Ao som de músicas que escutava em parte da minha infância, voltei para o passado.

Minha mente me levou para momentos inesquecíveis, ora com imagens vívidas, ora com lembranças esparsas e enuviadas.
Em tantos anos, tantas lembranças.

E aí, crescemos.
Coisas importantes ficam para trás.
Pessoas importantes nos deixam.
Problemas que não existiam, surgem! (embora sempre estivessem lá...)
E no fim, descubro que não vivi o quanto poderia.
Tinha tudo nas mãos, e usei pouco ou muito pouco do que tinha.
Pois quando a gente menos espera, tudo muda.
Quem estava, não está mais.

Será que ainda dá tempo de fazer esse presente ser um passado diferente, lá no futuro?

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Saudades

Muita saudade...

Imperfeição perfeita

Tenho pensado muito sobre imperfeição.
Nunca tinha realmente me visto como imperfeito. Sabia de um ou outro ponto para melhorar, mas dificilmente sentia-me imperfeito.

Isso mudou.

Por todos os lados, sou obrigado a me olhar e ver como sou imperfeito. Da cabeça, aos pés. Em atitudes. Em ação. Em inércia. Em silêncio.

Mas será que existe realmente imperfeição? Será que, em nossa imperfeição, somos perfeitos?

A perfeição ou imperfeição sempre está atrelado a um contraponto. Alto-baixo, bonito-feio, magro-gordo, grande-pequeno, devagar-rápido, calado-falante, desatento-atento...

E em cada um deles, é possível achar um contraponto para aquilo que parecia perfeito. Tudo depende de como se olha e o que se olha. Nós buscamos a perfeição? Talvez a gente tente encontrar somente imperfeições.

Lugar perfeito para trabalhar? Lugar perfeito para morar? Amigo perfeito? Marido e esposa perfeitos? Clima perfeito?

Como eu sou imperfeito. Como eu gostaria de mudar coisas em mim. Como eu gostaria de oferecer mais aos outros... a mim mesmo.

Mas se eu fosse diferente, eu seria outro. Meus medos e minhas angústias seriam outros. Meu comportamento seria outro. Minhas alegrias e tristezas mudariam. Meus amigos... minha família...

Deveríamos ver como a imperfeição é perfeita.